Sinner derrota Djokovic e avança à final de Wimbledon em busca do bicampeonato

Sinner derrota Djokovic e avança à final de Wimbledon em busca do bicampeonato

Jannik Sinner só podia ficar longe por tanto tempo. O italiano de 24 anos superou Novak Djokovic em sets diretos nesta sexta-feira e garantiu vaga na final de Wimbledon 2026, vingando a derrota sofrida diante do sérvio nas semifinais do Australian Open no início do ano. Com a vitória, Sinner frustrou a melhor chance de Djokovic, de 39 anos, de conquistar um histórico 25º título de Grand Slam.

A campanha de Sinner ganha ainda mais peso quando se considera o contexto da temporada. O número 1 do mundo havia ficado de fora das finais nos dois primeiros Grand Slams de 2026, e o vácuo deixado por Carlos Alcaraz - ausente pelo segundo torneio consecutivo por lesão - remodelou completamente o quadro do torneio. O tênis, assim como o futebol, vive um momento em que ausências de grandes nomes abrem espaço para narrativas inesperadas, como ficou evidente também no mundo do futebol com o Congo na fase de grupos da Copa, prova de que o esporte global vive um ciclo de renovação em todas as suas frentes.

Sinner enfrentará na final deste domingo o alemão Alexander Zverev, terceiro do ranking mundial, que eliminou o azarão local Arthur Fery na sexta-feira. A vitória de Fery sobre favoritos ao longo do torneio havia encantado o público de Wimbledon, mas Zverev - vindo de seu primeiro título de Grand Slam em Roland-Garros em junho - provou ser obstáculo alto demais para o jovem de 23 anos que chegou a Wimbledon pelas qualificatórias.

O peso da final: título histórico e fortuna em jogo

O vencedor de domingo levará para casa US$ 4,8 milhões (£ 3,6 milhões), o maior prêmio de Grand Slam já oferecido na carreira de qualquer um dos dois finalistas. Para Sinner, seria a segunda coroa consecutiva em Wimbledon - ele recebeu US$ 4 milhões pelo título do ano passado - e o segundo Grand Slam em grama do circuito. Seu único outro título de Slam foi no US Open 2024, que rendeu US$ 3,6 milhões.

Vale lembrar que Sinner já superou esses valores em torneios de fim de ano: ganhou US$ 4,88 milhões nas ATP Finals de 2024 e US$ 5,07 milhões na edição de 2025. O prêmio de US$ 6 milhões obtido no Netflix Six Kings Slam também consta em seu histórico, embora não seja computado nos ganhos oficiais de carreira por se tratar de um torneio de exibição.

A disputa paralela pelo ranking histórico de ganhos

Além do troféu, a final de domingo carrega uma disputa financeira de peso. Zverev ocupou o quarto lugar no ranking histórico de premiações do tênis masculino após seu título em Paris, ultrapassando Alcaraz, Sinner e a lenda Andy Murray, acumulando cerca de US$ 66 milhões em ganhos de carreira. Sinner figura atualmente na sexta colocação, com menos de US$ 1,2 milhão de distância em relação ao alemão.

A diferença entre o primeiro e o segundo lugar nesta final é de US$ 2,4 milhões - o vencedor leva US$ 4,8 milhões, o vice leva US$ 2,4 milhões. Independentemente do resultado, ambos terminarão o torneio entre os cinco maiores ganhadores da história do circuito, à frente de Alcaraz, cujo calendário de retorno ainda é incerto.

Uma geração que dominou e um ciclo que segue

Antes do título de Zverev em Roland-Garros, Sinner e Alcaraz haviam repartido os nove Grand Slams disputados entre o Australian Open de 2024 e o fim de 2025. Incluindo Djokovic nessa conta, nenhum outro jogador havia erguido um troféu de Slam desde que Rafael Nadal, agora aposentado, venceu em Paris em 2022. A final de Wimbledon 2026 representa, portanto, uma espécie de transição: Djokovic, impedido de escrever mais um capítulo histórico, assiste a Sinner e Zverev disputarem não apenas um título, mas o protagonismo de uma nova era no tênis mundial.