A apresentadora Ana Paula Renault, vencedora do BBB 26, publicou neste domingo, 9, um vídeo em suas redes sociais no qual reflete sobre o Dia dos Pais. É a primeira vez que ela enfrenta a data sem o pai, Gerardo Renault, que morreu neste ano enquanto ela ainda estava confinada no reality show.
No relato, ela recordou a perda da mãe quando tinha apenas 16 anos, e de como o pai, já perto dos 70, assumiu sozinho a criação dela e da irmã, Cida, então com 12 anos. "Meu pai tinha quase 70 anos e ele ficou para criar duas meninas. Ficou quando a vida ficou difícil, quando ser pai deixou de ser uma palavra e se tornou presença diária", disse. Assim como acontece fora das telas - seja na torcida por um time do coração ou acompanhando partidas em plataformas de apostas ao vivo futebol - momentos de reflexão pessoal também ganham espaço nas redes sociais de figuras públicas, e o desabafo da apresentadora rapidamente repercutiu entre seguidores e fãs do programa.
Uma reflexão sobre presença e ausência
Ana Paula ampliou o discurso para além da própria história. Ela mencionou as "meninas que não tiveram isso", os filhos que se sentem abandonados e as mães que precisaram assumir sozinhas o papel de mãe e pai. Também dedicou palavras aos homens que permaneceram presentes: "pais que trocaram fraldas, perderam noites de sono, educaram, sustentaram, ouviram e acolheram o que deveria ser o mínimo".
A trajetória de Gerardo Renault
A apresentadora destacou que o pai viveu 96 anos e manteve, até o fim, um interesse genuíno pelo mundo ao redor. "Viu o mundo mudar diante dos próprios olhos e nunca parou de tentar entendê-lo. Lia muito, queria saber o que acontecia no Brasil e fora dele", contou. Para ela, reconhecer esse legado é também reconhecer "o tamanho do privilégio" que teve ao lado dele.
Um chamado à paternidade ativa
Ana Paula encerrou o vídeo com uma mensagem direta sobre o papel dos pais na criação dos filhos. "Responsabilidade não tem de ter gênero. Cuidado não é coisa de mulher. Presença não é só obrigação feminina e paternidade não pode ser resumida a pagar uma conta, aparecer em uma fotografia ou ajudar a mãe. Pai não ajuda a criar um filho, pai cria", declarou. A fala, feita poucos meses após a morte do pai, ecoou como um tributo pessoal e, ao mesmo tempo, uma reflexão que dialoga com muitas famílias brasileiras.